Brasil - 05 de setembro de 2010 - 19:28
Banco Imemorial PDF Imprimir E-mail
I.me.mo.ri.al,
daquele que não resta memória entre os vivos, ou cuja origem, por ser muito remota, não se conhece pois é parte do antiquíssimo, do imemoriável, do passado.










Banco Imemorial da Porta do Sol – B.I.

A partir de janeiro de 2010 a Porta do Sol começa, em caráter permanente, os trabalhos de produção do material audiovisual que constituirá a base do seu Banco Imemorial (B.I.). O Banco  será formado pela adição contínua de depoimentos de seus membros e tem como objetivo a produção de conhecimento que se dará a partir da constituição e preservação de um acervo audiovisual de entrevistas que possibilite a recuperação, manutenção e preservação da história, ideologia e valores da Porta do Sol, bem como a análise e a consulta – feita por seus membros e/ou por pesquisadores externos à Porta do Sol - do material por ele gerado e ali guardado.


Mas por que se criar um Banco Imemorial?
Inúmeras tem sido as formas e maneiras que ao longo da história da Porta do Sol foram usadas para se preservar o conhecimento adquirido, ou pelo menos para se tentar traduzir em palavras, o que se vivencia durante uma experiência extática, seja individualmente, seja como grupo. Esforços nesse sentido resultaram ao longo do tempo na produção e sistematização de conhecimentos de forma continuada, que resultaram em formas eficientes de se organizar e transmitir os aprendizados recebidos. Assim temos nos grupos de instrução, no nosso site, na produção de vídeos, livros, cadernos pessoais de relatos, desenhos, artigos científicos/ médicos e, claro, em todo tipo de arte que foi produzida não só um meio de se exteriorizar e apreender o que se experiencia durante o estado de expansão da consciência, mas também uma forma de produção de material de estudo e reflexão. Outro resultado dessa exteriorização, dessa estruturalização de conhecimento, é que cada vez mais e mais, e 2009 foi o ano em que isso se consolidou, a Porta do Sol tem se mostrado para o mundo, tem tido visibilidade, assumindo uma posição cada vez mais ativa e participativa na nossa sociedade. Parte desse processo foi e continuará sendo como nos colocamos e somos vistos pelo mundo, seja por aqueles que frequentam uma de nossas portinhas, seja por aqueles que amamos e que nos sentem mais e mais conscientes de nossas próprias vidas, do que queremos, fazemos e buscamos.


São inúmeras as ações que estreitam o contato entre nós, membros e representantes da Porta do Sol e a sociedade como um todo, como por exemplo a posição assumida pelo Henrique no conselho municipal de juventude da cidade de São Paulo, ou ainda as nossas expedições iniciáticas pelo Brasil, ou as estratégias de relacionamento com o mundo através da internet traçadas pelo Rui do Núcleo de Comunicação, ou pelas apresentações públicas do nosso Coral ou do JÁ, ou ainda pela nossa roda de ética, tudo isso sem falar no Seminário Nacional sobre a Cultura da Ayahuasca previsto para acontecer em 2010 e que são, todas elas, ações que buscam dar respaldo e legitimidade à Porta do Sol, não só como linha espiritual mas, principalmente, como instituição que luta e se articula pela defesa e legalização da Ayahuasca. E é nesse e como parte deste processo interno de geração de conhecimento e externo de construção da identidade do grupo, que surge o Banco Imemorial da Porta do Sol. Surge como uma forma fundamentada de se produzir, manter e principalmente ‘guardar’ o conhecimento por nós produzido ao longo dos anos para que, através da sua análise, possamos deixar para as gerações futuras o nosso maior legado que é o que somos, pensamos e fizemos no presente como pessoas, como escola iniciática e como grupo.

Mas afinal, o que é e como funcionará o Banco Imemorial (B.I.)?
Primeiro e mais importante! O B.I. não será um clubinho, nunca será uma câmara secreta onde somente alguns poucos detenham o acesso ao conhecimento. Não, ao contrário, e por isso mesmo todos os cuidados foram tomados para que as informações produzidas e ali guardadas sejam acessadas respeitando os princípios éticos e morais da inviolabilidade do direito à privacidade de cada um dos envolvidos. Inicialmente foi desenvolvido um projeto com os conceitos e a metodologia de trabalho proposta para o Banco Imemorial que passou depois pelas mãos de um grupo de trabalho formado por integrantes do Núcleo de Comunicação (do qual o B.I. faz parte como um dos sub-núcleos), pelas primeiras considerações de nossa Dirigente Espiritual Central, pelas da coordenadora do Núcleo de Comunicação, pelas apreciações e normatização do Núcleo Jurídico, novamente pelas apreciações de nossa Dirigente Espiritual Central e finalmente pelo Conselho de Dirigentes para que, ao longo desse cuidadoso processo pudéssemos ter assegurado que as normas de funcionamento deste Banco Imemorial, repito, oferecessem total segurança para todas as partes envolvidas no processo, sejam elas depoentes, entrevistadores, equipe técnica, arquivista e os futuros consultores deste acervo.


Hoje iniciamos outra parte importante do processo que é o do entendimento por parte de vocês, membros da Porta do Sol, dos mecanismos de funcionamento e de segurança desse banco de dados que está sendo criado. Peço a todos que leiam abaixo o projeto inicial seguido da sua normatização. Tenho certeza que com isso boa parte das dúvidas serão esclarecidas. As que não o forem, eu terei prazer em esclarecer. Lembro ainda que o B.I. tem como um dos seus objetivos principais ser permanente, e por isso mesmo está e estará sempre sujeito a aperfeiçoamentos. Por isso não se acanhe, faça parte deste processo, sugestões são muito bem- vindas e serão incorporadas ao longo do processo.

Projeto_B.I

Normatização_B.I

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