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A poderosa Força espiritual (Ayahuasca) levanta-se a partir da Floresta Amazônica, trazendo Boas Novas. Singular, autêntica e original, leva a raça humana a refinar seus modos de vida, a exaltar a ética e a moral. Comungada por milhares de pessoas que segundo as últimas estatísticas (que reúnem algumas Linhas espirituais, centros e grupos), mais de 500 mil (números atualizados) de pessoas concordam e aceitam este Sacramento em torno do planeta, como fonte inspirador de uma espiritualidade que leva a viver no aqui e agora, num mundo bem melhor.
 Plantação de Cipó da Porta do Sol
PRINCÍPIO ATIVO DO CHÁ

O Cipó (Banisteriopsis Caapi) contém beta-carbolinas: harmina, harmalina e tetrahidroharmina. Seu nome popular é DOURADINHO.

A Chacrona (Psychotria Viridis e Diplotes Cabreana) contém o alcalóide N. N. – Dimetiltriptamina (DMT), substância que, se ingerida sozinha ou por via oral, torna-se inativa devido à atuação da Monoamina-oxidase (MAO). Seu nome popular é CAIANA.
O tempo que demora para surtir efeito no organismo após sua ingestão (300mg para mais ou menos, conforme a concentração do chá) é de 20 a 30 minutos. Após atingir o intestino delgado, seu principal alcalóide psicoativo é absorvido pela corrente sanguínea e segue até o sistema nervoso central, onde produz uma interatividade das funções cerebrais perceptivas, cognitivas e mnemônicas.
Obs: No entanto, dependendo da forma como o chá foi produzido, seu efeito pode demorar mais para acontecer – como também pode não acontecer nada.
Outro dado importante é que, o transe de Ayahuaska é incontrolável, mas na realidade incontrolavel é o pensamento de todos nós, pois a Ayahuaska vai agir na região do cérebro, do pensamento. E como a maioria dos seres humanos não tem disciplina mental, ao entrar em contato com este chá, acaba achando que está diante de algo que o domina, quando na verdade é o próprio pensamento consciente e inconsciente que está descontrolado. O chá apenas mostra isto e como alcançar a disciplina mental necessária para termos um contato tranquilo.
EFEITOS ESPIRITUAIS DO ÊXTASE
O Êxtase, do grego ex stasis, significa literalmente "ficar fora", "estar fora", isto é, "libertar-se" da dicotomia da maior parte das atividades humanas. Êxtase é o termo exato para a intensidade de consciência que ocorre no ato criativo. Não é algo irracional: é supra-racional. Une o desempenho das funções intelectuais, volitivas e emotivas, provocando mudanças instantâneas de comportamento. Ao entrar em Êxtase, o cérebro passa a funcionar em ondas que podem chegar a TETA, profundo. Não raro, inconsciente sem a Ayahuasca, com o chá este estado dura poucos minutos, levando à experiência da imitação da morte.
O Êxtase elimina a separação entre objeto e sujeito, alargando as fronteiras da consciência humana e levando a pessoa à CRIATIVIDADE. Seus efeitos são:
- Oferece a certeza e a sensação de que nada do que nos aconteça já não nos pertença, guardado em nosso ser mais secreto.
- Unidade: o indivíduo sente a inexistência da separação entre si e os objetos exteriores – embora também saiba que, em outro nível, a separação entre ele e os objetos (animados e inanimados) exista.
- Transcendência do Tempo e do Espaço, pela experiência da sensação de eternidade ou infinidade.
- Altruísmo (transcendência do EGO) e sentimento de Humildade: a pessoa se torna mais capacitada a ouvir seu EU interior, superando a ansiedade, a inibição, a defesa, o controle, o conflito com a loucura e a morte. Isto faz com que, na sua vida prática, o medo diminua .
- Profunda sensação Interior de positividade, com o despertar da alegria, da bem-aventurança e da paz.
- Sacralidade: respeito e admiração pela presença de realidades inspiradoras.
- Objetividade e realidade, propiciadas pelos insights, iluminação em nível não-racional, obtida por experiência direta.
- Paradoxalidade: experiências místicas que podem ser contraditórias: "o Eu Existe e Não Existe"?
- Persistentes mudanças de comportamento em relação ao EU, à VIDA e à própria experiência mística.
- Livre-arbítrio ampliado, por conta da sensação de estar ativo, de se tornar o centro criativo de suas próprias atividades e de suas próprias percepções, mais autônomo. Um agente livre. Desta forma, ao ampliar os próprios horizontes, potencializa consequentemente o LIVRE-ARBÍTRIO.
OS NOMES DA AYAHUASCA
Entre 60 tribos que usaram o chá na Amazônia, mas que desapareceram ao longo do tempo e em diferentes épocas, nossa pesquisa localizou 45 nomes indígenas em 19 tribos nativas.
Não obstante, as distâncias e suas separações geográficas, diferentes idiomas e culturas manifestam um conhecimento tão comum e detalhado da ayahuasca e de seu uso, que nos permite constatar que este chá já era usado pelos nativos 500 anos antes dos povos asiáticos e europeus chegarem na América do Sul.
Principais nomes pelos quais ela é conhecida:
Em território brasileiro os nomes que os grupos deram ao chá são : Daime, Yajé, Ayahuasca, Santo Daime, Vegetal, Elixir ou simplesmente Sacramento.
Brasil – os Culina: mado, mado bidada e rami-wetsem
Brasil – os Kubeo: iona, mii, nixi, pae, ka-hee e mi-hi
Brasil – os Tucano: ka-hee-riama, mene'-kají-ma, yaiya-suána-kahi-ma, kahí-vaibucuru-rijoma, kaju'uri-kahi-ma, mene'-kají-ma e kahí-somoma'
Já os nativos que vivem às fronteiras com o Brasil chamam o Chá de:
Brasil e Peru – os Piro: kamalampi
Brasil e no Peú – os Sharanahua: punga huasca; rambi e shuri
Brasil e Colômbia – os Makuna: nixi, pae e ka-hee'
Brasil e Colômbia – os Barasana: kuma-basere, wai-bu-ku-kihoa-ma, wenan-duri-guda-hubea-ma, yaiya-suava-kahi-ma, wai-buhua-guda-hebea-ma e myoki-buku-guda-hubea-ma
Brasil, Bolívia e Peru – os Ashaninka: Kamarãpe
Brasil, Peru e Bolívia – os Sharanahua: shuri-fisopa, shuri-oshinipa e shuri-oshpa
Peru – os Shipibo: ayahuasca amarillo; ayawasca; nishi e oni
Peru – os Shillinto:
Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Colômbia e Equador – Quechua: nucnu huasca e shimbaya huasca
Equador – os Cayapa: ayahuasca negro, ayahuasca blanco; ayahuasca trueno, cielo ayahuasca, népe, xono, datém, kamarampi e Pindé
Equador – os Jivaro: natema
Equador – os Shushufindi Siona: bi'-ã-yahé, sia-sewi-yahé, sese-yahé, weki-yajé, yai-yajé, nea-yajé, horo-yajé e sise-yajé
Colômbia – os Ingano: tsiputsueni, tsipu-wetseni, tsipu-makuni, amarrón huasca e inde huasca
Colômbia – os Kofan: oó-fa e yahé
Colômbia – Sionas do Putomayo: wai-yajé, yajé-oco, beji-yajé, so'-om-wa-wai-yajé, kwi-ku-yajé, aso-yajé, wati-yajé, kido-yajé, weko-yajé, weki-yajé, usebo-yajé, yai-yajé, ga-tokama-yai-yajé, zi-simi-yajé e hamo-weko-nepi (Colorado)
SIGNIFICADO E ORIGEM DA PALAVRA AYAHUASCA
AYAHUASCA (ou Ayawasca ou Cayahuasca ou Jayahuasca ou Xayahuasca ou “liana amarga” ou Aioasca ou Auasca ou Uasca) é uma palavra que, no idioma Quéchua, significa "Cipó dos Espíritos", "Chicote da Alma" ou, ainda, "Vinho dos Espíritos" e "Vinho da Vida".
Ayahuasca é o nome mais usado pelos índios do Altiplano Andino, que falam o Quéchua. Tudo leva a crer que o nome tenha se originado em homenagem a um dos últimos Incas, o Príncipe Huascar, que desapareceu por ocasião da conquista espanhola. Acredita-se que o conquistador Cortez tenha se aproveitado deste desaparecimento para acusar o Imperador Inca Atahualpa, irmão de Huascar, por seu desaparecimento e suposto assassinato e, assim, justificar a tortura e morte do imperador em praça pública a mando da Santa Inquisição.
Sua palavra, de tão forte e precisa, era tida como chicote. Pela tradição oral nativa, o tal assassinato jamais ocorreu, pois o Inca Huaskar teria fugido para a Floresta Amazônica, onde passou a viver e a tomar o misterioso chá. Por isto, alguns nativos depois passaram a chamá-lo de Aya (alma) e Uascar, ou seja Ayahuasca. E este passou a ser o nome do chá feito com o CIPÓ e a folha da CHACRONA.
Aya significa ALMA e Huasca significa CHICOTE, constituindo, assim, "chicote da alma".
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