Brasil - 05 de setembro de 2010 - 19:26
O nascimento astrológico da Porta do Sol PDF Imprimir E-mail

Quinta-feira, dia 23/01/1997, foram abertos os Trabalhos da Porta do Sol, às 22h00, na cidade de São Paulo, Brasil.

Mapa da Porta do Sol - tendências coletivas de um grupo de pessoas com destinos interligados (em rede) que se comprometeram com os mesmos ideais. Ao se ligarem na mesma vibração provocam acontecimentos que influenciam suas vidas para cumprirem algo em comum: a missão da Porta do Sol no século XXI.

Histórico do Estudo

Esperava há alguns meses a chegada em minha casa de um amigo de longa data, o Xamã Agostin, que traria consigo o Xamã Don Mateo, do Peru. Queria que os Trabalhos fossem iniciados somente com a sua presença. Marcamos e desmarcamos várias vezes, até que eles chegaram no início de Janeiro de 1997. Depois de vários Trabalhos com artistas de teatro, músicos e nativos brasileiros, Don Mateo, dois dias antes de retornar ao Peru, disse: "Ana Vitória, quando é que vou conhecer o trabalho da Porta do Sol?", ao que respondi: "Hoje mesmo!" – tive receio que eles fossem embora e a "licença" fosse adiada para o outro ano.


A "licença" era necessária somente na minha cabeça, já que ninguém e nem "nada" exigia tal coisa. Entendi que o pedido de "licença" e o seu consentimento pertenciam ao plano astral e não ao físico, mas que o plano físico deveria confirmá-lo, e  para mim, o sinal (quase impossível) era que um xamã realmente nativo (verdadeiro) pedisse para conhecer o Trabalho.

No dia marcado vieram oito pessoas – incluindo minha mãe, meu filho e eu. Assumimos esta data como a abertura (não a do registro em cartório anos depois).


Um Breve Histórico Astrológico da Providência Divina

A astrologia, ou seja, as leis matemáticas da natureza, é um conhecimento milenar, que ultrapassa as fronteiras sociais, políticas e financeiras. Sofreu perseguições por parte daqueles que detinham qualquer tipo de poder espiritual sobre o povo e resistiu, por se mostrar útil e necessária, sendo até os dias de hoje uma arte malvista pelos que a desconhecem.

Nestas páginas (nos links) apresento, através dos inúmeros estudos de diferentes culturas, o horóscopo da Porta do Sol, demonstrando assim, que o que Deus traçou é único,  embora visto de forma diferente nas diversas tradições, não existindo o melhor nem o certo, todos convergindo para um único fator assertivo.

Quando citamos a palavra "destino", não estamos sendo fatalistas nem  crédulos , mas estamos nos referindo às leis da natureza, que os cientistas e as mentes acadêmicas tão pouco conhecem.


Na "arte sagrada", a astrologia é considerada "alta magia". A interpretação das leis da natureza tem sido  usada pelos sábios desde os tempos imemoriais na Mesopotâmia. Trata-se da astrologia esotérica enquanto astrologia escondida, secreta, mística, cabalística e espiritual, em perfeita harmonia com o calendário maia, com a numerologia e todos os demais mapas.

A astrologia não pode fazer escolhas pelo ser humano, apenas indica as possibilidades e seus percursos pelo Planeta Terra. É mais do que um mapa de viagem, apontando as influências sempre presentes que podem ser direcionadas de diferentes maneiras.


A história antiga registrou que os caldeus faziam mapas para as pessoas e, segundo Aristóteles, houve um caldeu que previu a morte de Sócrates. O pai de Eurípides, o famoso dramaturgo grego, encomendou a leitura do mapa de seu filho. Os gregos já se referiam à astrologia como um conhecimento muito antigo. No entanto, os dias gloriosos da astrologia haviam terminado, pelo menos oficialmente. Pressionada pelo Estado e pela Igreja, o caminho da sua proscrição começara em 357, quando Constâncio chamou os "mathematici" - era este o nome dos astrólogos durante centenas de anos - de indesejáveis, colocando no mesmo saco os magos, os adivinhos de sonhos e os intérpretes de auspícios. Em 409, Honório e Teodósio mandaram os astrólogos queimarem seus livros na presença dos bispos e voltar à antiga fé católica sob pena de exílio. De lá para cá, outras perseguições foram impostas aos astrólogos, criadores da matemática, da música e de todas as outras ciências exatas, além de serem os primeiros a preservarem seus estudos em acervo, público ou não, pensando nas gerações seguintes.

Graças ao magnífico senso de valor de importância da contribuição que a astrologia, como a arte, deu e dá à humanidade, superando todas as dificuldades e chegando até o século XXI inteira, hoje podemos apresentar um estudo sobre o tema da Porta do Sol sem correr o risco de sermos queimados numa fogueira, seja ela real ou boicote dos preconceituosos.

A palavra calendário vem do vocábulo latino "kalendae", que deriva da raiz grega kal, que significa chamar. "Kalendae" era usado na linguagem sacra para designar a convocação do povo feita no Campidoglio por um dos Pontífices da Roma a.C, quando no céu aparecia a primeira faceta da lua crescente. Anunciavam-se, então, as datas da lua crescente (nonae) e da lua cheia (idus). "Kalendae" é o primeiro dia do mês lunar.


A palavra "kalendarium", entre os romanos, era o registro no qual os banqueiros anotavam os juros correspondentes aos empréstimos no primeiro dia de cada mês. Depois "kalendarium" passou a significar a tabela das datas importantes do ano.

Historinha sobre o dia da Mentira (sobre quando o ano começa) - Há muitas explicações para o 1o de abril ter se transformado no Dia da Mentira. Surgiu na França, no começo do século XVI. O ano novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1o de abril. Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo passasse a ser comemorado no dia 1o de janeiro.

Muitos franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciava em 1o de abril. Como parte da política de implantação do novo sistema, o rei Carlos IX de França criou uma estratégia de propaganda: os membros da sua corte começaram sistematicamente a ridicularizá-los, enviando presentes esquisitos e convites para festas que não existiam (técnica que foi tão bem sucedida que é usada em propaganda até hoje, quando a mídia quer desmoralizar uma idéia ou alguém) submetendo-os ao ridiculo público, ou seja, à desmoralização, ao riso dos "bajuladores da corte".

Ana Vitória Vieira Monteiro

 
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